Advogado que integra defesa de Luís Felipe Manvailer testa positivo para Covid-19 e júri é adiado.

Um dos advogados que integra a banca de defesa de Luis Felipe Manvailer, que é acusado pela morte de Tatiane Spitzner, testou positivo para a Covid-19. Com isso, o júri popular que estava marcado para acontecer nesta quinta (3) e sexta-feira (4), em Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná, foi adiado.

Sem divulgar o nome do advogado de contraiu a doença, a defesa divulgou nota sobre o adiamento no começo da tarde desta quarta-feira (2). “A defesa de Luís Felipe Manvailer informa que estava pronta para participar do Julgamento Popular que começaria amanhã, porém na manhã de hoje um dos advogados de defesa testou positivo para Covid-19, o que foi imediatamente informado ao juiz do caso, que acabou por redesignar o júri para data futura”, informou a assessoria de imprensa.

A família de Tatiane Spitzner também divulgou nota sobre o adiamento: “A família de Tatiane Spitzner estava preparada e confiante no resultado condenatório do júri de Luís Felipe Manvailler, que deveria começar amanhã (3) em Guarapuava. No entanto, a notícia de contaminação por Covid-19 de um membro da defesa de Manvailer foi imprevisível e levou à redesignação da data do júri. Por isso, os familiares e o assistente de acusação, Gustavo Scandelari, da Dotti e Advogados, entendem que o assunto deve ser tratado com a maior cautela possível e seguem confiantes no resultado”.

A Justiça marcou o novo júri para 25 de janeiro. Luis Felipe Manvailer está preso em uma penitenciária do Paraná.

O caso
Segundo a denúncia criminal do Ministério Público do Paraná (MP-PR), na madrugada do dia 22 de julho de 2018, após uma discussão quando retornavam de uma casa noturna, o réu passou a agredir a vítima. Parte das agressões chegou a ser registrada pelas câmeras de segurança do prédio onde o casal residia. Ao final das agressões, segundo a ação penal, a mulher teria sido lançada da sacada do apartamento pelo denunciado.

O MP-PR alega a ocorrência de feminicídio, com motivo fútil e morte mediante asfixia, além de fraude processual (por ter removido o corpo da vítima do local da queda e limpado vestígios de sangue deixado no elevador).

Manvailer foi preso após bater o carro na estrada, em São Miguel do Iguaçu, a 340 quilômetros de Guarapuava.

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