Familiares pedem respostas sobre assassinato de paraense na RMC.

Erison Henrique Braz Carvalho foi encontrado morto na última quinta-feira (10), na cidade de Campo Magro. A Polícia Civil afirmou que investiga o caso.

Familiares e amigos de Erison Henrique Braz Carvalho estão em busca de respostas. O rapaz de 32 anos, natural de Ananindeua, região metropolitana de Belém, capital do Pará, foi encontrado morto na última quinta-feira (10), em um milharal na cidade de Campo Magro, região metropolitana de Curitiba (RMC). O crime deixou os parentes da vítima extremamente abalados visto que, além do mistério sobre a morte, Carvalho deixou a filha que tem apenas 1 ano.

O rapaz era fiscal de caixa e há seis anos morava em Curitiba. A reportagem conversou com uma pessoa próxima da vítima nesta terça-feira (15), e soube que ele estava em busca de uma casa própria. As informações obtidas pela reportagem apontam que Carvalho pagava aluguel, mas, na última semana, teria encontrado um imóvel em um terreno na cidade de Campo Magro.

“Ele sempre folgava nas quartas-feiras e morava comigo. Na terça-feira daquela semana, ele veio aqui para pagar o aluguel e dormiu na minha casa. No dia seguinte, ele voltou para Campo Magro”, iniciou a mulher que, por questões de segurança, não quis ser identificada. Ela também optou por não revelar o local onde morava com Carvalho.

Este foi o último momento que a entrevistada afirmou ter visto a vítima. Já na quinta-feira, dia do crime, a mulher afirmou que soube sobre a morte de Camargo pelas redes sociais. “Algumas pessoas de um grupo de paraenses começaram a falar que ele tinha sido morto neste local de invasão. A gente foi atrás desta informação, mas não vimos nada sobre o corpo. Parece que tinham sumido com ele”, comentou.

Descoberta
Após descobrir a morte, a mulher afirmou que foi até a Delegacia de Almirante Tamandaré fazer a denúncia. No local, ela afirmou que ouviu dos policiais que este não seria o primeiro assassinato que aconteceu no terreno em que Carvalho encontrou o futuro imóvel. “A gente queria ter ido até esta invasão, mas ficamos com medo. Porque, até aquele momento, não sabíamos o que tinha acontecido. Então, uma pessoa que mora por lá, e alegou ser amiga dele, nos afirmou que encontrou os documentos e o celular no local onde ele estava”, destacou.

No entanto, ir até o terreno não foi necessário porque, no mesmo dia, uma pessoa entrou em contato com a entrevistada afirmando que o corpo de Carvalho foi encontrado. “Ele pediu para mandar uma foto da vítima. Passou uns minutos e confirmaram que era ele. Os suspeitos realmente tinham sumido com o corpo, mas o deixaram no milharal”, revelando que a vítima estava enrolada em uma coberta. “Parece que também ele estava com sinais de queimaduras”, completou.

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