Polícia prende suspeito de intermediar feminicídio de gerente da Caixa.

A Polícia Civil prendeu o quinto suspeito de participar do feminicídio de Tatiana Lorenzetti, de 40 anos, no dia 28 de dezembro de 2020, no bairro Capão Raso, em Curitiba. Até o momento, três pessoas foram presas e um envolvido morreu em confronto com policiais. A prisão aconteceu na tarde desta quarta-feira (6), após um pedido de prisão temporária expedido pela Justiça. O rapaz, de 21 anos, é suspeito de ter passado um contato que estaria envolvido diretamente na morte da gerente da Caixa Econômica Federal.

O advogado do jovem, Dr. Igor José Ogar, disse em entrevista, que o cliente não sabia que o contato seria usado para consumar um assassinato. “Ele foi questionado por uma terceira pessoa de nome Tonhão (Antônio) para que passasse o contato de alguém para realizar ‘uma parada’. Ele, pensando que seria algo relacionado a drogas na favela, indicou e passou o telefone. Mas, sem saber que seria uma prática de um crime de homicídio”, pontuou o advogado.

Ogar explicou ainda que conversou com a delegada Vanessa Alice, responsável pelo caso, e explicou que o jovem se apresentaria à Delegacia da Mulher nesta quinta-feira (7). No entanto, após o pedido de prisão temporária, o advogado revelou que o suspeito foi localizado por uma equipe da Polícia Civil no endereço de um parente. “Ele gostaria de se apresentar à autoridade policial, pois não quer fugir da aplicação da Justiça. Nós alinhamos a apresentação. A delegada, porém, ainda não tinha informações que davam conta da concessão do pedido de prisão”, destacou.

Envolvimento
O advogado foi enfático ao dizer que o jovem preso é inocente. Para ele, não é possível afirmar que há um envolvimento do quinto suspeito no crime em questão. “Temos a certeza que o Moisés não teve nenhum tipo de participação direta no crime. Ele está sendo acusado pelo crime de homicídio de forma indireta. Mas entendemos que nem indiretamente houve a participação dele, pelo menos para que ele tenha dolo no cometimento deste crime”, defendeu.

Sob orientação do advogado, o jovem deverá permanecer em silêncio ao prestar depoimento. “Então, entendemos que o Moisés não teve participação anterior, durante e depois do crime. Não concordamos com esta prisão e vamos pedir um recurso para a liberdade dele. Acredito que não teremos muito trabalho, porque a própria delegacia não investiga qualquer participação dele direta no crime, entendo eu”, concluiu.


A Delegacia da Mulher segue investigando o caso.

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