Número de MORTES em Araucária em ocorrências de trânsito aumentou em 50% nos primeiros meses do ano

Trânsito
“ ” Em janeiro e fevereiro de 2020, foram registradas 4 mortes em virtude de acidentes de trânsito. Nesse ano já são 6 mortes.

Muitos acidentes de trânsito têm acontecido em Araucária, alguns inclusive com vítimas fatais e o Departamento de Trânsito de Araucária faz um alerta e um apelo à população para que tenha mais cuidado. Segundo estatísticas, mais de 90% das batidas ocorrem por imprudência e desrespeito às leis de trânsito. De acordo com o Sistema de Registro de Ocorrências e Estatísticas do Corpo de Bombeiros, no início de 2020, foram registradas 4 mortes em virtude de acidentes de trânsito em Araucária. Nesse ano já são 6 mortes no mesmo período, ou seja, a média do ano passado já foi ultrapassada em 50% (esse índice não considera mortes ocorridas fora do quadro urbano ou pacientes que vieram a óbito após remoção do local, o que poderia elevar ainda mais o número).



Apenas neste final de semana, foram dois acidentes graves na Avenida das Araucárias, um resultou em morte. No primeiro, ocorrido no sábado (06), o motorista de um caminhão bateu e atingiu dois postes. Três adultos e duas crianças estavam na cabine do veículo. O condutor fugiu do local. No domingo pela manhã, na mesma via, aconteceu um desastre de maior gravidade. Um Jetta teria atingido em cheio um Gol, o motorista do Gol faleceu na hora.

Ainda no sábado, antes de ocorrerem esses acidentes, foi realizada uma mobilização popular por diversas vias da cidade para protestar contra a morte dos irmãos Moacir e Carlos Rybinski, ocorrida no dia 27 de fevereiro, quando voltavam de uma viagem a trabalho. Familiares e amigos pedem justiça para o caso, já que existe a suspeita de que o veículo causador da tragédia estaria participando de um racha. “Não acreditamos que foi acidente, por todas as provas que temos conseguido, é possível notar que houve falta de responsabilidade dos motoristas do outro carro. A carreata foi uma tentativa de dar uma resposta para a sociedade, de dar voz para todas as outras vítimas de trânsito, que têm sido tantas ultimamente” lamenta a prima das vítimas, Dominique Ribinski Bochoski, de 35 anos.

No dia 18 de fevereiro, um veículo capotou na Rua Alfredo Parodi (via com limite de velocidade de 40km/h) em frente a um mercado. Outro desastre que exigiu bastante articulação das equipes de atendimento ocorreu dia 05 de fevereiro, na Avenida Archelau de Almeida Torres. De acordo com informações do Departamento de Trânsito, o velocímetro de um Santana travou em 118 km/h após a colisão (o limite da via é de 50km/h). O condutor ficou preso entre as ferragens, sendo necessário corte do veículo para retirar o ferido, que foi encaminhado em código 3 para o Hospital do Trabalhador (em prioridade máxima).

Os agentes de trânsito explicam que no sentido literal, um acidente seria quando não existe intenção no ato, há respeito às leis e aos limites de velocidade. Quando uma pessoa ingere álcool e drogas ou desrespeita às normas vigentes, fura sinais de trânsito, por exemplo, assume o risco de causar algum desastre. Nesse caso impera imprudência.

“Temos boas condições de trafegabilidade nas estradas, iluminação e sinalização nas vias. No entanto, a desobediência às leis tem trazido resultados muitas vezes irreversíveis, com danos permanentes à saúde e à vida. Infelizmente em vários casos, além do desrespeito à velocidade e aos dispositivos de controle do tráfego de veículos e pedestres – lombadas, radares e semáforos, existe ainda o agravo da responsabilidade por uso indevido de álcool e drogas”, relata o engenheiro de Trânsito Luiz Gouveia.

O Departamento de Trânsito faz várias blitze semanalmente com o intuito de coibir atitudes perigosas, identifica e toma medidas cabíveis em caso de irregularidades, faz ações com apoio de radares, mas sem o apoio e conscientização da população, essas medidas são insuficientes. Somente durante o mês de janeiro, mais de 600 veículos foram abordados (entre carros e motos); 53 deles apresentaram algum tipo de irregularidade e foram recolhidos na ocasião. Até a metade do mês de fevereiro, a média de abordagens e de apreensões seguiu a mesma linha.

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