Luis Felipe Manvailer é condenado pela morte de Tatiane Spitzner

O biólogo Luis Felipe Manvailer, de 34 anos, foi condenado a 31 anos, 9 meses e 18 dias em regime fechado pela morte da advogada Tatiane Spitzner. A decisão foi deferida pelo juiz Adriano Scussiatto Eyng na noite desta segunda (10), no Fórum da Comarca de Guarapuava. O júri popular do réu se estendeu por sete dias.

Manvailer foi condenado por dois crimes previstos no Código Penal: homicídio e fraude processual. O homicídio foi pela morte de Tatiane, em si, e a fraude processual por ele ter modificado a cena do crime, ou seja, porque removeu o corpo da vítima da calçada e o levou ao apartamento, e porque limpou o sangue do caminho entre a calçada e o apartamento.

A pena base por homicídio foi definida em 21 anos de prisão. Mas o crime teve três qualificadoras, que foram feminicídio, crime praticado por meio cruel e crime praticado por motivo fútil. Cada uma destas qualificadoras contribuiu para aumentar a pena base de 21 anos. Tudo isto, mais a condenação por fraude processual, somou 31 anos, 9 meses e 18 dias.

Esta foi a quarta vez que o júri popular de Manvailer foi marcado, nas outras três oportunidades o julgamento havia sido adiado.

Júri popular Manvailer
O júri popular de Luis Felipe Manvailer, réu do processo de Tatiane Spitzner por feminicídio e fraude processual, teve início por volta das 9h do dia 4 de maio de 2021. No Fórum da Comarca de Guarapuava, o biólogo sentou no banco dos réus e escutou o depoimento de 13 testemunhas, de dois assistentes técnicos e do seu irmão, André Manvailer, que participou como informante.

Devido às medidas de segurança por causa da pandemia do coronavírus, o tribunal teve limite no acesso de pessoas. Apenas familiares, profissionais da imprensa, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), equipes dos advogados de acusação e defesa, e os sete jurados puderam acompanhar de dentro do tribunal

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